Metade é arte
Outra metade
É a meta de ser
Parte inteira
À parte?
De tudo, quase...
Aparte?
De nada, todo.
Metade é arte
Outra metade
Menta,
Arde
terça-feira, 1 de outubro de 2024
Traduz ir-se
Há Sóis
Sonhando com o teu incandescente corpo
Queimando o vazio na cama
Trazendo calor
Quando a saudade arder em cio
Beber o suor com que me enebrio
Quero-te brincante entre lençóis
Menino vadio
Fazendo amor em nós
Dois sóis
XEQUE-MATE!
Depois de todos os desencontros - desencantos tantos!
- você achou melhor nos isolarmos e pronto:
cada um para o seu canto, sem acalanto.
E o pássaro-tempo, que voa mais depressa que o pensamento, em lamento, nos vê do alto:
nós, sem voz, cada vez mais distantes, organizando na estante dos sentidos
os silêncios que gritam.
Xeque-Mate!
Era um jogo?
Quem ganhou?
Não sei. Não sei
Só sei quem perdeu:
eu, que não sei jogar e que só me joguei.
Você, a chuva e eu, o solo seco de Brasília:
faz tempo que não te beijo!...
Ontem éramos elo, hoje, nossos lábios distantes como nunca dantes
Sigo falando o teu nome, voando alto em meu pensamento
caminhando pela estrada das horas.
E você, pensando muito em mim e nos desejos nossos...
(Nós na garganta seca...)
Depois de todos os desencantos
- desencontros tantos -
você nem sentiu e nem falou mais nada...
terça-feira, 9 de julho de 2024
Há Lia
A lua escreve a noite rabiscando estrelas.
Rastros de luz na imensidão do céu...
Seu caminhar celeste é seguido por meus olhos
Ilhas perdidas no pensamento sideral.
Siderado espaço-tempo em que nem sei quem sou ou sinto...
E o que sei?:
Há Lia em tudo que cintila vida.
Sento e leio lugares, entre cores e amores, que me percorrem...
Tensões, pulsões, refrações e eu, ali.
Eu a li e tanta escrita me inscreve memórias de afetos e fatos
que me transformam em sentipensamento...
Escorrem lágrimas de luzes que se desmancham na tinta, ali.
Brilho silente.
Lia e via: enquanto a lua escrevia a noite,
Tudo, se há Lia
um mistério azul-escuro se alia aos astros
Cintilância
Há Lia em tudo que sentí-la
terça-feira, 2 de julho de 2024
Noite Nua
Teu corpo nu
brilhando encanto
cintilando beleza à noite nua,
em meu sentipensamento,
tem força maior que o fausto luar
iluminando o azul noturno do firmamento
Teu corpo nu na varanda dos meus olhos
paisagem bucólica
Explosão do silêncio
sonho onírico que insiste em me visitar
à noite...
Sempre à noite nua
Sempre à luz tua
Luz de lua plena
de delírios fulgurantes
Entre incertezas, medos, segredos
um desejo noturno de ser e estar
juntos de nós
dentro de nós
Enóis
Te bebo
Te fumo
Te como
Te sinto
em ti, em mim
Em nós, um nó: o que somos?
Nós?
O que nós somos?
quinta-feira, 23 de novembro de 2023
Desvios
Marcas indeléveis na pele do sentipensamento
Delícia
Espaço-tempo que se esvai no sumidouro do prazer ardente
Beijos cálidos
Deleite
Arquitetura dos sentires
9° andar
Tensão, vertigem, tesão
Delírio
Te sinto negro e lindo
Em ti, me sinto inteiro
Sussuros à meia-luz
Desfrute
Roupas no chão do quarto
Um sonho guardado se torna
Encontro expandido
Devir
A memória presentifica o lugar
Sul? Norte?
Destino
De onde vai?
Para onde vem?
Me perco nas esquinas do teu corpo e te encontro em mim
Desígnio
Contos, cantos, tantos somos quando somamos nossos corpos nus
Desejo
Tudo aqui dentro, em mim, quer voltar para ti.
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
Bilhetinho amoroso
Meu amor
Sincero, ingênuo,
Tão puro!...
Por sonhar com você,
Te quero,
Te juro!