sexta-feira, 14 de março de 2014

Omar o el mar


¿Que hago com los poemas que escribí?
¿Arrojaré en el mar, com sus ondas de memória?
¿Que hago de las canciones que me recuerdan a ti?
¿Zozobrará en aguas profundas, la nuestra historia?
¿Que hago con esta tristeza que me cautiva?
¿Disolvo en la lluvia, afuera?
¿Que hago de la soledad sufrida
Bañada en lágrimas que mi alma llora?
Quizás el tiempo curará la herida.
Quizás el mar te llevará de mi, ahora...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Alma




Poeta, louco vadio

será que podes, com tua escrita,

Traduzires a dor que sinto

com papel, palavra e tinta?

Pudera eu, profeta insano,

dizer do meu sofrer profundo!

Essa dor que arde em meu peito

É dor maior que o mundo...

Maior e mais profunda

que a solidão da madrugada fria.

Solitária, triste lua

cheia de melancolia.

Pudera eu, sim, pudera

Sublimar a dor que me apena.

Traduzir a dor que sinto

Na catarse do poema


sábado, 14 de setembro de 2013

EM FLOR

Empoderado,
O corpo desperta-se 
Em flor
Despede-se de si
Despe-se do pudor:
Liberta-se da dor.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Para me lembrar de você...


Quero me lembrar de você
Quero falar que me lembro de tudo
Lembro dos nossos beijos...
Ah! Tão doces!...
Cálidos beijos!  
Ainda posso sentir teus lábios à procura dos meus...
Quantas vezes dançamos juntos, sem nenhuma música...
Eu me lembro...
Nossos corpos juntos, dançando...
Com a cumplicidade silente do nosso olhar a envolver o momento
Por querer ou sem querer, eu me lembro de você...
Eu me lembro das coisas mais simples...
A única coisa de que me esqueço 
É que não mais
Quero me lembrar de você. 

Mina d'água dos meus olhos

                                                                                        Para Kilma Castro. 


É um mistério o que consubstancia a despedida!
Alguém a quem amamos decide partir.
Por que?
Para... quem?
Não sabemos.
Ninguém sabe como ou quando começam as horas do fim.
É assim, não mais que de repente...
Sem abraços,
Sem despedidas,
Nem palavras... Acabou!
É tudo tão confuso!...
O que se sabe sobre quando tudo acaba? 
Ninguém entende...
E, tão certo como nada se sabe sobre a despedida,
A dor de quem fica parece insuperável.
(Parece que o futuro é um passado embrulhado em papel de presente...).
O que se sabe, tão somente,
É que chega a hora de juntar o silêncio de quem fica com o silêncio de quem se vai.
De quem se vai...
Quando o alguém a quem amamos decide partir, quem se vai?
Quem fica?
- E o que fica?
Isso eu também não sei.
Ninguém sabe...


                                                                                              

quarta-feira, 27 de março de 2013

EM TI, NEBULOSA DE EMISSÃO

Ah, essa tua beleza, tão pragmática!
A precisão da beleza tua...
Exata, como as quase-colisões estelares...
Que será de toda a tua beleza se eu fechar os olhos?
O que é insolúvel à solidão fria?
O que em ti o tempo não leva?
O que é insuscetível à distância dos corpos?
O que em ti as palavras não podem mentir?
O que é maior, em ti, que o medo e o desejo?
É isso o que o meu amor quer amar-te
Meu amor quer o etéreo...
Tudo aquilo que só posso sentir à alma, é o que quer o meu amor...
Meu amor quer o eterno...
Quer o que há de perceptível e indizível, em ti
- Como a calma celeste que descortina o dia orvalhado de manhã.
O que quero amar-te, amor meu?
Quero todas as coisas que posso enxergar em ti, ainda que eu feche os olhos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Canção de sentir


 
 
O que sinto por você é simples de entender e complicado de explicar...

É como uma velha canção de saudade de alguém distante...

Uma canção que não sei cantar

mas sinto, vívida e claramente, ao pensar em você.

Simples de explicar...

Complicado de entender...

Você é a canção que eu sinto

em meu espírito,

me fazendo feliz

e me fazendo chorar lágrimas de amor.