terça-feira, 12 de junho de 2012

SEMPRE, JÁ QUE NUNCA FORA...


A solidão anoitece em minha boca

Com sua lua cheia de melancolia.

A tua ausência, silencia a alma

Que jaz morna, na cama. 

Calma fria.


Boca nua

                        Ausência tua

                                                       Rua vazia...




domingo, 11 de março de 2012

Chat Pitre



Um bandoneón descortina o fino véu de silêncio que cobre a penumbra
Faz-se luz no mais profundo em minh'alma
O instante existe com os matizes de alguma coisa etérea
que se imiscui na substância do que nem sei que sou ou que sinto
- talvez nunca o saberei...
O instante existe... persiste...
Como essa melodia...
É alguma coisa de noite escura, com fragrâncias de amor, melancolia e encanto
Eu canto: a voz encena
O corpo abandona o pragmatismo do tempo e do espaço,
Me deixo levar pelos acordes do bandoneón
Uma doçura tímbrica adeja a pulsação do poema 
que dança 
avec toi
formando um par
par nuit
la nuit no ar
noite noire








Ao Professor Marcus Vinicius Borja, avec amour et gratitude.





terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O CEARÁ

.
.
.
.
.
O sol

O céu em lábios de mel

O ser

Arar o ar... perfume de flor...

Sarar a dor

Será o amor?

O amor Ceará!

PRAVOCEARAR

Meu coração é a terra fértil do Brasil:
“em se plantando, tudo dá”!
É uma terra pra semear encontros, encantos...

Pra acalantos semear.
Terra de arar pra fortalecer...

Pra fortalecer, arar...
No meu coração, o Ceará plantou uma saudade

e uma vontade de ficar.

Ceará! Ceará...

Mais que um Estado (de espírito),
o Ceará é um sonho praieiro, perfumoso,
dançando à beira-mar
Arre égua! Êita, sonho bom!

Que pena ter que acordar...!
Valha-me, Deus da generosidade!

Algum dia, cedo ou tarde, 
me conceda a felicidade
De voltar ao Ceará!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

É de manhã

O sol cobre de luz essa cama azul celeste
Nela, também vejo teu preguiçoso corpo de nuvem
Que, passageira, chove amor todas as manhãs em mim
Diz "bom dia!" e se vai...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Doces saudades de Jataí

Meus passos caminham incertos
Nesse lugar que, até então, nunca vi
São solitários passos, desertos
- Quem encontrarei ali?
Errando pela noite, em ruas vazias de gente
E, de repente, acho que me perdi!
Histórias,
paisagens, passado-presente dessa cidade em minha mente
Colmeia de memórias que vivem ali
A mala repleta de tantas lembranças
Fugazes e memoráveis dias que vivi
Aprendizados, abraços, andanças...
Quantas doces saudades de Jataí!

Silêncio guardado (II)

Domingo de tarde.
Você não está aqui.
Silêncio em meus olhos...
Uma música me remete a sua ausência.
Silêncio em meu pensamento...
Poemas de amor,
fotografias,
telefonemas,
Vestígios de um sentimento que já não é…
Silêncio em meu coração, apenas
Silêncio...